TK 67 é sobre um momento tão pequeno que é quase ridículo ter mudado alguma coisa. Um companheiro de time deu uma bebida pra ele. Pediu pra avaliar. Ele pausou, fez o gestinho com a mão, e falou "seis... sete". Calmo, sem expressão, sem teatro. Esse clipe devia ter morrido num grupo de WhatsApp. Em vez disso virou o segundo pilar de toda a coisa do 67: a parte que tirou um ad-lib do drill da Filadélfia e transformou num jeito novo de falar.
O que a gente curte no TK é que ele não tentou ser nada. É um moleque do basquete. Newport, Kentucky. Jogou até as Sweet Sixteen, foi pra OTE em Atlanta, melhor armador da geração, assinou com Kansas. A nota não foi um número. Foi só o jeito que ele respondeu. O mundo inteiro procurando significado foi ideia do mundo, não dele.
De novo a história da vibe certa no momento certo. O 67 já tava em movimento. A música tava em todo edit de basquete do país. Mas faltava algo pra tirar de "música de drill que viralizou em highlights" e botar em "coisa que as pessoas fazem com as mãos e o rosto". O TK deu isso. Só sendo ele mesmo por nove segundos.
O que pega a gente é que nada nele mudou depois. Mesmo moleque, mesmo ginásio, mesmo foco no jogo. Ele seria o primeiro a te dizer que é um jogador, não um meme. Assinou com Kansas, futuro pro, olhos numa carreira de verdade. A coisa do 67 é uma nota de rodapé muito divertida. A história de verdade é o basquete.
E mesmo assim, todo moleque em todo ginásio em todo estado, todo jogador entrando pro aquecimento, todo olheiro nas arquibancadas: todos eles sabem quem é o TK. Não porque ele perseguiu. Porque ele não perseguiu. A internet lê autenticidade em milissegundos e o TK é autêntico de um jeito que não cabe num briefing de marketing.
A gente colocou TK 67 em segundo no álbum porque cronologicamente é onde fica: Skrilla primeiro, TK segundo, Maverick terceiro. Mas também porque o sistema de avaliação foi o que tornou o 67 portátil. Uma música que só cabe num edit de basquete vai até um ponto. Um jeito de falar com seus amigos sobre qualquer coisa vai pra todo lugar. O TK deu isso pra gente.
De avaliar um café pra um bilhão de olhos. Esse é TK 67. Respeito, armador.
Perfect State