Page 67 é sobre o momento que confirmou que o 67 atingiu velocidade de escape. As escolas começaram a tentar proibir. Os professores começaram a se irritar toda vez que tinham que dizer "abram na página sessenta e sete" em qualquer livro didático, porque sabiam exatamente o que vinha. As crianças surtavam. Toda vez. Sem falha.
É o efeito Streisand, perfeitamente. Fala pra um adolescente que ele não pode fazer alguma coisa e você acabou de tornar mil vezes mais engraçado. Tem uma geração inteira de crianças que nunca pensaram na página 67 do livro de álgebra até virar contrabando, e aí virou a melhor piada do ano. A gente escreveu essa música no meio disso.
O que a gente queria capturar é a alegria do caos amistoso. Page 67 não é uma música sobre ser malvado com professor. Olha a letra. Metade é o professor lutando contra um sorriso e perdendo. Foi assim que aconteceu na maioria das salas. O professor sabia que era engraçado. As crianças sabiam que o professor sabia. Todo mundo tava na piada. A escola só tinha que fingir que tava brava.
Escolas banindo coisas que não entendem é uma tradição própria: celular, chiclete, calça larga, fidget spinners, 67. A lista continua. Os banimentos nunca funcionam. Os banimentos só confirmam que a coisa é real e que as crianças estão conectadas e que os adultos perderam o bonde. É uma feature, não um bug. O ponto inteiro de ter quatorze anos é achar as coisas que os adultos ainda não saquearam.
O breakdown no meio da música, "Todo mundo quieto! SIX-SEVEN!", é basicamente uma transcrição de toda sala de aula do mundo no começo de 2025. A gente não precisou inventar nada. Professores reais contaram. Alguns rindo, outros cansados. Todos sabiam que era real.
Se você é professor lendo isso, desculpa. Também: obrigado por levar numa boa. As crianças vão lembrar mais que da álgebra. Você é um 6-7, fessor. Maior elogio possível.
Perfect State