Perfect State

Sobre

O que é
Perfect State?

A gente começou a escrever músicas sobre o 67 porque não conseguia parar de pensar nele. Não tinha plano de fazer álbum. A gente ficava revendo o vídeo do Maverick em loop igual todo mundo, fazendo o sinal na cozinha, dando 6-7 pra coisas no jantar primeiro de zoeira e depois pra valer. Em algum momento parou de parecer uma coisa passageira da internet e começou a parecer um pedaço de sorte cultural que a gente tinha vivido, do tipo que seria uma pena deixar passar sem fazer nada.

O básico pra quem tá chegando frio: o número começou na Filadélfia. Um rapper de drill chamado Skrilla colocou ele numa faixa chamada Doot Doot (67), gritando o nome do quarteirão dele. Um edit de basquete pegou o som. Um moleque de 17 anos avaliou o café dele em 6-7 na frente da câmera. Um moleque de 12 anos surtou geral gritando isso num jogo da AAU. E o mundo recolheu tudo, concordou sem nunca ter discutido, e transformou um número de dois dígitos num sinal e numa piada interna que dois desconhecidos em países diferentes podem trocar entre si e rir.

A gente tinha umas faixas instrumentais largadas por aí que combinavam com a energia. O 67 deu um motivo pra elas saírem do HD. Então a gente botou letra, terminou e lançou. Oito faixas no álbum, vinte minutos e trinta e dois segundos, alto e bobo na primeira metade, baixo e estranho na segunda, mais quatro singles em volta.

O nome saiu de uma das músicas. Enquanto a gente escrevia 67 in Heaven, o segundo verso caiu na linha "I stay stuck in this perfect state" e grudou na gente também. Se chamar de Perfect State fazendo um álbum sobre um meme que avalia tudo com um 6-7 sem expressão (meia-boca, ok, tanto faz) é a ironia mais alta possível. Mas é também a leitura exuberante: um estado perfeito é o Maverick no jogo da AAU com os dois braços pra cima, gritando. As duas leituras ao mesmo tempo. É exatamente a vibe do 67. Quando vimos a frase no papel, não dava mais pra ser outra coisa.

O que a gente queria evitar era fazer um disco de paródia. De fora o fenômeno todo do 67 parece ridículo; de dentro não, e a gente queria que o álbum morasse do lado de dentro. Maverick ganha uma música de verdade. O quarteirão do Skrilla ganha uma música de verdade. TK também. Até Page 67, aquele momento em que toda sala de aula do mundo cai na risada quando o professor diz “abram na página sessenta e sete”, ganha uma música de verdade. Especialmente a versão em que o professor também tá segurando o sorriso.

A música tá no Spotify, YouTube Music, Amazon Music. Se quiser um MP3 de alta qualidade de “67 (The Sign)” sem pagar nada, o formulário da página inicial manda um e te coloca na lista de e-mail. (É o único lugar onde a gente vai te avisar sobre merch ou qualquer outra coisa que valha a pena saber.) Se quiser falar com a gente diretamente: perfectstate67@gmail.com.

O sinal não vai a lugar nenhum. A gente também não. Seis. Sete.

Perfect State

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