2026-7 começou numa seção de comentários. A gente vinha postando música no TikTok e no Instagram faz um tempo, e os haters nos encontraram. Não qualquer tipo de hater: os que chegaram para declarar que o meme do 67 tinha acabado. Claramente tinham acabado de descobrir.
Os comentários estão lá, na letra. "This is trash." "Out of style." "The worst one yet." "Dead internet." O nosso favorito foi alguém explicando que a gente era "so bad it's good already", o que exige uma confiança impressionante para postar logo no primeiro dia. E aí, de repente, em grande número e com muitas curtidas: uma onda de comentários declarando que a gente tinha se tornado muito popular em Israel. É o velho "big in Japan" reapropriado. A promessa de sucesso exótico e distante num lugar que ninguém nos comentários consegue verificar. A gente achou genuinamente maravilhoso.
Depois, "AI slop." A gente usa IA. Com orgulho, especificamente, na proporção de 67% IA para 33% de decisões humanas ruins tomadas às duas da manhã. Não é uma confissão. É a estética. O nome também não foi acidente.
O título comprime a resposta inteira. Você diz que é 2026 e que o 67 acabou? Correção: é 2026-7. Esse é o argumento completo. O número absorbe o ano. Você tentou usar o calendário contra a gente e a gente transformou em mais um 67. Tem uma geometria nisso que nos satisfaz.
A gente sabia enquanto escrevia que essa música não é pra quem descobre o 67 pela primeira vez. As referências são específicas. "Big in Tel Aviv." "Nice try diddy." A história da IA. Elas chegam pras pessoas que ficaram assistindo a seção de comentários com a gente, incluindo os haters. Especialmente os haters. Uma música feita para as pessoas envolvidas o suficiente para ficar irritadas é uma música feita para quem se importa. E se importar é sempre o ponto.
O outro diz tudo que precisa ser dito: "It's over... / Yeah? / Sure." A gente não está discutindo. Six-seven. 2026-7. See you back again.
Perfect State